Hiperconectividade e outras tendências transformam os consumidores brasileiros

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É fato que o comportamento do consumidor brasileiro 4.0 é uma realidade, ou seja, ele não é mais o mesmo. Hoje ele existe a hiperconectividade.

Mas o que realmente mudou e ainda deve mudar com essa constante mobilidade que tem impulsionado e transformado esse consumidor? Atualmente, além das influências que a mídia e o ponto de venda exercem, os consumidores estão expostos a um bombardeio de informações do chamado mundo digital e , com elas, se municiam para tomar suas decisões de compra e consumo. Estão mais conscientes, exigentes, ávidos por inovação e dispostos a experimentar, portanto são menos previsíveis e menos fiéis às marcas.

Alguns consumidores, inclusive, mostram resistência contra a exagerada comercialização presente no mundo de hoje. Procuram marcas confiáveis, transparentes e que ofereçam mais informações sobre suas características, benefícios e promessas em geral. Eles usam a força da internet e das redes sociais como canais para criticar as marcas que não cumprem suas promessas, sejam elas explícitas, por meio de comunicação, ou implícitas, pela simples participação em uma categoria de produtos.

Atuar na era da hiperconectividade é um dos principais desafios das empresas e dos gestores de marcas. A cada dia mais e mais pessoas dedicam tempo no universo virtual, sendo essa sua principal janela para o mundo . Há que se destacar o crescimento vertiginoso dos sites de compras coletivas, , uma tendência bastante forte no Brasil e que tem impulsionado as pequenas e médias empresas, tornando-se mais uma opção entre os diversos canais de compras disponíveis para os consumidores.

Com todo esse contexto, a embalagem dos produtos ganha importância para alavancar a presença e incentivar a conexão dos consumidores com as marcas, inclusive na internet. A grande maioria (cerca de 75%) das marcas presentes no varejo não tem nenhum apoio de comunicação, sendo a embalagem sua principal forma de relacionamento com os consumidores. Um estudo da GfK, realizado recentemente sobre para o núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, mostrou que apenas 51% das empresas brasileiras estampam em suas embalagens meios para convidar o consumidor aos seus respectivos canais digitais de comunicação. Sem dúvida, essa abrangência ainda é muito baixa e há enormes oportunidades de diferenciação para as marcas que utilizarem esse canal de conexão com os consumidores, otimizando seus investimentos em comunicação, pensando na hiperconectividade.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a importância que a sustentabilidade tem conquistado na vida dos brasileiros. Estimulados por uma tendência favorável ao consumo consciente, cada vez mais consumidores passam a exigir que as marcas sejam solidárias e ambientalmente responsáveis. O marketing do verde já deixou de ser uma opção para ser uma obrigação, da qual os consumidores – principalmente os mais jovens e de maior poder aquisitivo – não abrem mão.

Se antes a consciência verde estava presente apenas no consumo de alimentos saudáveis, hoje passou a ter um papel mais amplo, e é certo que produtos sustentáveis e que funcionem como ícones ecológicos ganham a cada dia mais espaço e preferência nas escolhas de consumo.

Da mesma forma, terão maior apelo junto ao consumidor os produtos associados ao bem-estar e ao rejuvenescimento. Os brasileiros estão vivendo mais e a sociedade está envelhecendo. O IBGE estima que em 2020 o Brasil terá 29,3 milhões de pessoas com mais de 50 anos, com renda total de 25 bilhões, mas parece que a maior parte das empresas brasileiras ainda não percebeu o potencial desse público e não direciona esforços no sentido de entender e atender às suas necessidades e expectativas.

Como parte dessa transição demográfica pela qual o Brasil tem passado e que deverá seguir pelas próximas três décadas, os consumidores vão valorizar cada vez mais a juventude, a saudabilidade e a busca por um ideal de beleza.

Diante desse cenário de constantes e intensas transformações e de hiperconectividade crescente, é fundamental que as empresas estejam cada vez mais preparadas para criar formas inovadoras e diferenciadas de atrair e estreitar relacionamento com os clientes e potenciais consumidores. E, principalmente, de utilizar a força da internet a seu favor.

 

paulo

FONTE: Revista PMKT21, da ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa – [Edição Nº  6/2013]. Artigo de [Paulo Carramenha- Hiperconectividade].

Paulo Carramenha é pesquisador de mercado há mais de 30 anos e professor de Comportamento do Consumidor e Gestão de Marcas da ESPM e FGV-SP.

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