Ativismo de sofá que está dando certo

Written by mirian on . Posted in blog


O Novo Ativismo

Lembro claramente que antes dos protestos de 2013, havia uma grande crítica aos jovens brasileiros por praticarem o ‘ativismo de sofá’. As redes sociais já eram um espaço consolidado para as empresas, mas eram poucos os políticos que davam a devida relevância a elas. E foi a partir, principalmente, do Facebook e do Whatsapp que se deu início às ondas de protestos.

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Vimos pela segunda vez na história da nossa democracia, o líder do executivo sofrer um processo de impeachment, onde o principal catalizador dos protestos (tanto a favor, quanto contra) foi a mobilização pelas redes sociais.

Três anos depois dos primeiros protestos, conseguimos ver a enorme influência dos meios de relacionamento digital junto à população brasileira (principalmente a urbana) nas eleições municipais: Vereadores como por exemplo, Fernando Holiday (da cidade de São Paulo), foram eleitos sem terem seu bairro ou região da cidade onde obtivessem um número muito maior de votos.

Candidatos não-tradicionais, como por exemplo, Leonardo Lyra do Partido Novo , fez uma das campanhas mais baratas dos vereadores eleitos do Rio de Janeiro, arrecadando apenas 140 mil reais, mas alcançando 29 mil votos,  sendo o 10º mais votado. Sua principal arma para divulgação foi o Whatsapp, com um grupo de apoiadores voluntários de mais de 140 pessoas e também o Facebook, onde alguns dos seus vídeos alcançaram mais de 160 mil visualizações.

Outro exemplo, só que em menores proporções, foi a campanha para vereadora de Camila Valadão do PSOL, que foi extremamente enxuta, focada em redes sociais, alcançando a 5ª maior votação em Vitória(ES), mas por conta de legenda não conseguiu se eleger.

Hoje, tudo está nos olhos da população. O Jornal Nacional já não é a única forma de se informar. Os meios de comunicação tradicionais (TV, rádio e impresso) são lentos pois enquanto eles mostram flashes depois de tudo ter acontecido, muitos acompanham ao vivo pelo Facebook ou YouTube. Os discursos dos nossos políticos deixaram de ser ouvidos (e feitos) apenas para eles mesmos.

Projetos importantes como a PEC 55 e a votação das “10 medidas contra corrupção” geram ampla repercussão nas Redes Sociais, mobilizando massas para protestos nas ruas. Foi tão grande a comoção entorno da “anistia ao caixa 2”, que o próprio presidente Michel Temer disse que vetaria, caso fosse aprovado.

Ficar sentando no seu sofá reclamando nunca foi tão efetivo. Antes, enquanto você reclamava em conversas de elevador, com o cunhado ou o colega de trabalho, nenhum político te ouvia. Hoje, quando você posta sua insatisfação no Twitter ou no Facebook, pode ter certeza, você está sendo monitorado.

Esse ativismo, está mexendo com a forma de se fazer política e também com a democracia. A voz do povo não é mais ouvida somente de dois em dois anos, aumentando a atenção e participação popular na política e gerando uma demanda na transparência dos mesmos, além de debates e opiniões expressadas ao que tange o nosso país.

O ativista de sofá já tem o conforto de expressar sua opinião sem se mexer da cadeira, e mesmo assim ser ouvido. A pergunta que fica é: Será que ele também utilizará de tal conforto para criar uma posição crítica e bem fundamentada? Ainda é muito cedo para afirmar se sim ou não, mas uma coisa é verdade: Nunca se teve tanta informação disponível para isso.

A Enquet está atenta a todas essas novas tendências e comportamento do cidadão. Monitoramos de perto todas essas mudanças. Quer saber como isso pode afetar o seu negócio? Entre em contato conosco no formulário abaixo.

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